| Documento | Mestrado |
| Área | Estruturas de Concreto e Alvenaria |
| Data da defesa | 31/03/2025 |
| Autor | SEPÚLVEDA, Deymer Yesid Páez |
| Orientador | CARRAZEDO, Ricardo |
| Português | |
| Título | Simulação numérica em mesoescala do comportamento à flexão do UHPFRC: Influência da razão de aspecto, fração volumétrica e orientação das fibras |
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Resumo
A incorporação de fibras de aço no concreto de ultra-alto desempenho reforçado com fibras
(UHPFRC) contribui significativamente para o aumento da resistência à flexão, devido ao efeito
de ponte que as fibras exercem, restringindo a formação e a propagação de fissuras. No entanto,
as propriedades mecânicas do UHPFRC são fortemente influenciadas pela razão de aspecto,
fração volumétrica e orientação das fibras. Diante disso, este estudo teve como objetivo
investigar a influência desses fatores no comportamento à flexão do UHPFRC por meio de
simulações numéricas em mesoescala, considerando-o como um material bifásico heterogêneo
composto por fibras e matriz. Para isso, foram realizadas simulações numéricas de vigas
entalhadas de UHPFRC, submetidas a ensaios de flexão de três pontos, com diferentes alturas
(30 mm, 60 mm, 90 mm, 120 mm e 150 mm). Inicialmente, foi aplicada uma abordagem 3D
em mesoescala, que permitiu uma análise mais detalhada. No entanto, devido ao alto custo
computacional dessa estratégia, também foi adotada uma abordagem 2D simplificada, que
reduziu o número de fibras em 30 vezes, mantendo, porém, a mesma fração volumétrica. Os
resultados numéricos, tanto em 3D quanto em 2D, apresentaram boa concordância com os
dados experimentais considerados, destacando o modelo 2D como uma alternativa eficiente
devido à sua significativa redução no custo computacional, cerca de 75.6% em comparação ao
modelo 3D, apesar de uma queda mais acentuada na fase de amolecimento. As análises
paramétricas demonstraram que a resistência à flexão do UHPFRC é aprimorada pelo aumento
da fração volumétrica de fibras e pelo uso de fibras com maior razão de aspecto, embora esta
última tenha influência limitada na resistência inicial à formação de fissuras, dominada pela
matriz. Além disso, no estudo sobre a orientação das fibras, a maior contribuição para a resposta
à flexão foi observada quando o ângulo médio de orientação foi de 30°, devido ao efeito pino
que melhora a interação fibra-matriz. Por fim, verificou-se que o UHPFRC produzido com 1%
de fibras mais longas (lf=20 mm) e uma orientação média favorável (θm=30°) apresentou
desempenho superior àquele com 2% de fibras mais curtas (lf=13 mm) e orientação mais
aleatória, evidenciando o potencial de reduzir custos.
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| Palavras-chave | UHPFRC. Simulação numérica. Razão de aspecto. Fração volumétrica. Orientação das fibras. |
| English | |
| Title | Meso-scale numerical simulation of the flexural behavior of UHPFRC: Influence of fiber aspect ratio, volume fraction, and fiber orientation. |
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Abstract
The incorporation of steel fibers into ultra-high-performance fiber-reinforced concrete
(UHPFRC) significantly enhances its flexural strength due to the bridging effect of the fibers,
which restricts crack formation and propagation. However, the mechanical properties of
UHPFRC are strongly influenced by the aspect ratio, volume fraction, and orientation of the
fibers. In light of this, the present study aimed to investigate the influence of these factors on
the flexural behavior of UHPFRC through mesoscale numerical simulations, considering it as
a heterogeneous biphasic material composed of fibers and matrix. Numerical simulations were
conducted on notched UHPFRC beams subjected to three-point bending tests with varying
heights (30 mm, 60 mm, 90 mm, 120 mm, and 150 mm). Initially, a 3D mesoscale approach
was applied, allowing for a detailed analysis. However, due to the high computational cost of
this strategy, a simplified 2D approach was also adopted, reducing the number of fibers by 30
times while maintaining the same volume fraction. The numerical results, both in 3D and 2D,
showed good agreement with the experimental data considered, highlighting the 2D model as
an efficient alternative due to its significant reduction in computational cost, about 75.6% lower
than the 3D model, despite a more pronounced softening phase. Parametric analyses
demonstrated that the flexural strength of UHPFRC improves with an increase in fiber volume
fraction and the use of fibers with a higher aspect ratio, although the latter has limited influence
on the initial resistance to crack formation, which is predominantly governed by the matrix.
Additionally, in the study of fiber orientation, the greatest contribution to flexural response was
observed when the mean orientation angle was 30°, attributed to the snubbing effect that
enhances the fiber-matrix interaction. Finally, it was found that UHPFRC produced with 1% of
longer fibers (lf=20 mm) and a favorable mean orientation (θm=30°) exhibited superior
performance compared to that produced with 2% of shorter fibers (lf=13 mm) and a more
random orientation, demonstrating the potential for cost reduction.
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| Keywords | UHPFRC. Numerical simulation. Aspect ratio. Volume fraction. Fiber orientation. |